BIOGRAFIA

Professora da educação básica e do ensino superior, Graciele Marques dos Santos nasceu em Iporã, no Paraná, e chegou a Sinop, no norte de Mato Grosso, ainda criança, aos três anos de idade. Filha da classe trabalhadora, cresceu entre bairros periféricos e sítios onde sua família trabalhou, estudou integralmente em escolas públicas e começou a trabalhar aos 12 anos.

Foi empregada doméstica, babá, zeladora, auxiliar de professora e exerceu outras atividades até construir sua trajetória profissional na educação. Tornou-se professora concursada da Rede Estadual de Educação de Mato Grosso e também atuou como docente no ensino superior na Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT).

Foi a primeira pessoa de sua família a ingressar no ensino superior. É graduada em Pedagogia, especialista em Docência no Ensino Superior e mestre em Educação pela UNEMAT, onde também construiu parte importante de sua trajetória política e social.

Sua participação nos movimentos sociais começou ainda na juventude, com atuação em projetos sociais nas periferias, no movimento Hip Hop, no movimento estudantil, no movimento negro, no movimento de mulheres, nos movimentos culturais e nas lutas em defesa da educação pública e gratuita. Foi presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UNEMAT e construiu sua militância também junto aos movimentos sindical e de defesa dos direitos humanos.

Em 2020, foi eleita vereadora de Sinop com 1.122 votos, tornando-se a única mulher a ocupar uma cadeira na Câmara Municipal durante a legislatura de 2021 a 2024.

No Legislativo municipal, sua atuação foi marcada pela defesa das mulheres, da educação pública, dos servidores públicos, da juventude e da população LGBTQIAPN+. Promoveu debates sobre juventude e culturas periféricas, acesso dos jovens aos espaços de esporte, cultura e lazer, políticas públicas para a população LGBTQIAPN+ e os desafios e perspectivas da educação infantil em tempo integral.

Na defesa das mulheres, foi autora de importantes iniciativas, entre elas a legislação para garantir acompanhamento psicológico às mulheres vítimas de violência, a criação do botão do pânico no município e a exigência de igualdade salarial entre homens e mulheres nas empresas contratadas pela Prefeitura de Sinop.

Sua atuação política também foi marcada pelo enfrentamento à violência política de gênero. Durante o mandato como vereadora, Graciele foi alvo de ataques, intimidações e chegou a sofrer ameaças de morte em razão de sua atuação política. Mesmo diante das tentativas de silenciamento, manteve sua atuação e a defesa da participação das mulheres nos espaços de poder.

Em 2022, concorreu ao cargo de deputada estadual por Mato Grosso e recebeu 7.580 votos. Como suplente, posteriormente teve a oportunidade de exercer por 30 dias o mandato de deputada estadual na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

Durante sua passagem pela Assembleia, levou ao Parlamento estadual debates relacionados à educação e aos direitos das pessoas com deficiência e das mães atípicas, incluindo a realização, em Cáceres, de audiência pública para discutir os desafios enfrentados por essas famílias.

Recentemente, Graciele filiou-se ao PCdoB e, em 2026, é candidata a deputada federal por Mato Grosso.

Sua candidatura parte da convicção que acompanha toda a sua trajetória: a educação é uma ferramenta de transformação social. A partir dela, Graciele defende um projeto que combine garantia de direitos e ampliação de oportunidades, com educação pública de qualidade, valorização dos serviços públicos, enfrentamento à violência contra as mulheres e mais perspectivas para a juventude.

Também defende um novo projeto de desenvolvimento para Mato Grosso e para o Brasil, baseado na geração de empregos melhores, aumento da renda, fortalecimento da produção nacional e soberania, para que a riqueza produzida no estado se transforme em oportunidades e qualidade de vida para o seu povo.